20150502

Na publicidade do futuro, adeus ao marketing para as massas

A vida será facilitada por meio de dispositivos que podem prever horários, desejos e necessidades.
Como consumidores, nós amamos visões do futuro em que tecnologias de tirar o fôlego e inovações eletrônicas são tão comuns que se misturam com a mobília. Pense em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (com merchandising de empresas como a companhia aérea Pan Am e a rede telefônica Bell System), ou no desenho animado “Os Jetsons”, onde as rotinas da manhã eram simplificadas por robôs que escovavam nossos dentes e penteavam nossos cabelos.

Brincadeiras à parte, essas visões não eram assim tão estapafúrdias.

Quando eu penso no futuro, vejo um mundo onde dispositivos se conectarão facilmente diante de nós. Quando o despertador tocar pela manhã, as luzes do quarto se acenderão gradualmente para nos acordar. Cafeteiras conectadas poderão se sincronizar com nossa cama inteligente para que o café seja moído e preparado automaticamente assim que você levantar. Os banheiros também poderão se automatizar, com o aquecimento de pisos e chuveiros ativados por programação.

A vida será facilitada por meio de dispositivos que podem prever horários, desejos e necessidades. E à medida que a tecnologia se torna menos invasiva, a publicidade vai seguir o mesmo caminho, tornando-se mais humana. Na verdade, a publicidade terá potencial para ser incorporada em cada dispositivo — dos monitores de atividade física aos carros conectados. Mais importante que isso, porém, é que as campanhas publicitárias já não serão projetadas para serem chamativas ou intrusivas, elas terão a meta de aproveitar as oportunidades quando os consumidores querem, na verdade, convidar marcas a participar dos momentos cotidianos que mais importam em suas vidas.

Imaginem: a Exxon será capaz de saber quando seu carro está com o tanque quase vazio e indicará o posto mais próximo. A geladeira inteligente em sua casa vai reconhecer quando os alimentos estão prestes a estragar e vai oferecer um cupom de desconto para sua próxima visita ao supermercado. A Pacif-i, uma chupeta com Bluetooth que monitora as temperaturas do bebê, poderá prever quando a febre está subindo e oferecer aos pais uma amostra grátis de um medicamento para aliviar os sintomas.

A era do marketing de produtos de massa está chegando ao fim. A TV e o rádio são ótimos para alcançar milhões de espectadores, mas eles não são os melhores meios para fomentar um envolvimento mais profundo com o consumidor. Em vez disso, os anunciantes, no futuro, identificarão as necessidades dos usuários no momento exato — seja em entretenimento, buscas no varejo e até resultados de esportes — e oferecerão aos consumidores as soluções que estão procurando em tempo real. Nos próximos 20 anos, com a introdução de novos dispositivos vestíveis e conectados, a publicidade vai avançar mais do que nos últimos 50 anos.

A ideia de recompensas imediatas está apenas começando. A Apple e o Google, por exemplo, têm metas ambiciosas de controlar os aplicativos que usamos para monitorar a casa, a saúde e o carro em um só lugar: no celular. É uma transição necessária com o advento de dezenas de novos dispositivos inteligentes, já que precisamos de uma maneira de consolidar e controlar nossos dados. Com a existência de centenas desses aplicativos e dispositivos — ou até milhares no futuro — a capacidade dos anunciantes de competir dependerá da habilidade deles em atingir os consumidores em qualquer lugar por meio de apps e dispositivos dos quais consumidores e marcas dependem.

Tudo será instantâneo, desde como os anunciantes descobrem as necessidades do consumidor até como os consumidores compram certos produtos e serviços em oferta. Quando você ver um anúncio de um produto que você gosta, não precisará procurar por ele on-line. Você poderá comprá-lo imediatamente no seu aparelho, por meio de um sistema de pagamento com um só clique ou por um comando ativado por voz. O foco estará na facilidade de pesquisa e da transação. Os anunciantes e a tecnologia vão trabalhar juntos para tornar esses sistemas fluidos e deixar os consumidores instantaneamente satisfeitos.

A outra grande notícia é que os anunciantes serão capazes de monitorar, medir e otimizar melhor do que nunca os processos de publicidade. O setor vai se beneficiar de uma perspectiva única, que permite observar como os consumidores reagem a produtos e serviços em tempo real.

Uma coisa é certa: para testar o futuro da sua marca, você precisará construir uma estratégia centrada na atividade humana. Encontre os momentos em as pessoas conectadas querem que você as contate e adicione valor à vida desses consumidores. Sua marca vai florescer. Brian Wong é diretor-presidente e um dos fundadores da Kiip Inc., rede de publicidade móvel com sede em San Francisco. Fonte The Wall Street Journal.

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Um comentário:

Eduardo Pacheco disse...

Olá, tudo bem?

Achei o seu post muito interessante. Estou na área do Marketing Digital há algum tempo e grande parte do que aprendi devo-o a Conrado Adolpho. Você sabe quem é? Eu recomendo o seu livro de Marketing Digital (http://www.estrategiadigital.pt/8ps-do-marketing/) que é muito bacano e garante resultados interessantes a todos os que o comprarem e, claro, o lerem de uma ponta a outra.

Continuação de bom trabalho!